AMA-SAN de Cláudia Varejão – até 30 de agosto

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Ao longo de vários séculos, buy cialis o mergulho no Japão para colher algas, ouriços, abalones, ostras e as suas pérolas, foi assegurado pelas mulheres, as Ama-San. Sem o auxílio de botija de ar ou outra ferramenta que potencie a capacidade de permanecer debaixo de água, todo o corpo é convocado a atingir o seu limite. Os mergulhos podem atingir os vinte metros de profundidade e conseguem permanecer aproximadamente dois minutos debaixo de água. Ama, em japonês, significa ‘pessoa do mar’.

Exactamente quando e onde este modo de pesca começou não é possível precisar mas podem-se encontrar descrições dos seus corpos a mergulharem no mar na colecção de poemas Manyoshu (séc. XVIII) ou no Livro de Cabeceira de Sei Shonagon (séc. XI). Durante a era Tokudawa, a venda de abalone e respectiva exportação para a China, transformou as Ama-San num forte potencial de enriquecimento económico.Foram protegidas pelas forças imperiais a fim de assegurarem entregas regulares dos tão cobiçados tesouros do mar. Depressa se tornaram pescadoras migratórias, percorrendo diversos pontos estratégicos ao longo da costa em barcos, com marido e filhos, conseguindo assegurar o sustento de todos.

As Ama-San vivem desde então uma vida independente dentro da sua comunidade e tecem entre si laços de irmandade. Conquistaram o estatuto de colectoras e cuidadoras, questionando não só o papel da mulher na sociedade oriental como a própria natureza feminina. A média de idades das mulheres que ainda hoje mergulham situa-se entre os 50 e os 85 anos.

LOCAL
Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte)
1350-362 Lisboa