Aprenda a usar o Flash portátil em estúdio – Fernando Bagnola

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Aprenda a fazer fotografia de estúdio com o fotógrafo profissional Fernando Bagnola.

“Iluminação para beauty & retratos femininos” primeiro dia de 2014 e um dos meus objetivos é aprofundar (mais ainda!) as explicações das técnicas que utilizo no meu trabalho!!!!

Todas as minhas fotos serão acompanhadas do respectivo esquema de iluminação para os que não estão familiarizados com alguns termos técnicos que eu uso por escrito possam, viagra também, compreender através de um desenho detalhado toda a iluminação. Gostaram?? Tenho visto muitos amigos do facebook que aplicam o que vou ensinando e isso me deixa bastante motivado pois muito do que sei nesses 30 aninhos de profissão veio (e ainda vem) da troca de informações entre os meus amigos daquele tempo onde tudo acontecia na tela mental antes de poder fazer o click … Lcd??? Wtf??? Talvez algum tipo de droga nova “parente” do lsd??!

Nesta semana, como viram no post de ontem, tive o prazer de preparar uma sessão para o meu amigo bernardo coelho e soube que ele fez estágio com o enorme (grande é pouco!) Fotógrafo patrick demarchelier, um dos poucos ídolos que tenho, e pude entender porque gosto tanto do trabalho do bernardo … A capacidade de criar iluminações complexas a partir de esquemas de luz simples já que a verdadeira fotografia nasceu com uma única fonte, o sol!!! Foi a partir do sol que o conceito de nasceu a necessidade do fill light (luz de preenchimento) e, na verdade, essa é a base da fotografia desde sempre.

Nesta foto de hoje da catarina gonçalves pinto, minha amiga querida, modelo linnnnnnnnda, talentosa e com um rosto perfeitamente simétrico para trabalhos de beauty. Bóra lá então!!! Tudo parte de uma só fonte (1 no esquema) que vem de cima (flash portátil com sombrinha translúcida + tripé girafa) que usei para criar as altas luzes (luzes de recorte nos cabelos, ombros e dedos). Eu tenho uma janela no teto do meu estudio que funciona em algumas épocas do ano entra fazendo essa função mas, neste caso, o dia estava nublado e tive que simular a luz difusa de uma janela com o flash + sombrinha translúcida (1). Peguei no meu amigo flashmeter e medi só essa luz de recorte deixando o resultado como ponto de partida para o fill light (luz 2 flash portátil com sombrinha branca refletora com -2ev no esquema, ou seja, com 1 fstop completo que significa metade da potência da fonte 1). A fonte 2 está no tripé mais alto que a modelo, ligeiramente para a direita em ângulo 45º de cima para baixo para trazer os detalhes do primeiro plano (fill light).

Aqui vai uma superdica que já ensinei neste post com a maravilhosa modelo barbara nogueira neste link. Isso cria um reflexo muito importante nos olhos de tons escuros e quanto mais proxima da modelo estiver a sombrinha, mais suave será o contraste e a transição dos meios tons para as zonas de sombra!! So far so good!!!? Porém, as laterais do corpo precisavam ter iluminação também pois nenhuma das duas fontes (1 e 2) conseguia chegar lá com a mesma suavidade e usei duas placas brancas de isopor com distâncias diferentes para manter a delicadeza do gradiente (são as fontes 3 e 4 do esquema de luz). A da direita está a 1 metro e a da esquerda a 2 metros (exatamente!!!) Pois assim entra em ação a “lei do inverso do quadrado da distância”  que todos os meus alunos sabem o que é e é muito fácil de entender!!! Mas já que a minha proposta é aprofundar a explicação sem tornar mais difícil de entender, de uma forma bastante simples, a lei do inverso do quadrado da distância diz: “se dobramos a distância da fonte, perdemos (75%) da luz mas para facilitar podem arredondar para 100% e depois façam um ajuste de -0,3 no diafragma.

Exemplificando, se eu tenho uma fonte a 1 metro e com a fotometria em f/stop 8 e coloco esta fonte a 2 metros posso ajustar sem medir novamente para 6.3 (5,6+0,3) para compensar a perda da luz em relação que a exposição será a mesma no lcd da camera. No caso da regulagem do flash portátil, seria o mesmo que ter o flash 1 em 1/1 da potência e o flash 2 em 1/2+0,3. É uma luz que funciona para modelos jovens ou mulheres maduras exatamente pela transição suave e, principalmente, por ser uma iluminação difusa onde o photoshop não é necessário como eu fazia na época do filme!!!! Para quem quer ver o esquema de iluminação detalhado deixo na minha pasta “tutoriais e livros” esperando que neste novo ano também comecem a praticar mais e que possam melhorar com as minhas dicas!!!

LINK DO ESQUEMA

UM GRANDE ABRAÇO E UM 2014 FOTOGÊNICO!!! É NÓIS!!!

MODELO: CATARINA PINTO

MAKE UP/HAIR: Diana Pereira

Make up STYLING: US