BES e Serralves apresentam 3 novos talentos portugueses

O júri do BES Revelação, cheap constituído por Bruno Marchand, curador independente (Lisboa), Pierre Muylle, curador no S.M.A.K. (Gent, Bélgica), Ricardo Nicolau, Adjunto do Director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto) e Sandra Terdjeman, curadora e gestora de projectos na Kadist Art Foundation (Paris), online seleccionou, por unanimidade, os projectos enviados a concurso por David Infante, Nikolai Nekh e Mariana Silva.
Cada um dos artistas recebe uma bolsa de produção no valor de 7.500 euros, apoio destinado à realização dos trabalhos a apresentar, a partir de meados de Novembro, na Casa de Serralves.

O projecto apresentado por David Infante (Évora, 1982) é constituído por fotografias a preto e branco, nas quais a presença da figura humana e a exploração do retrato são predominantes. Recorrendo frequentemente a dispositivos que complicam a linearidade perceptiva (nomeadamente através da utilização de espelhos, materiais translúcidos, ou mesmo fragmentos de imagens), estas obras fazem uso da fotografia tanto para fabricar o simulacro quanto para revelar o insólito.

Nikolai Nekh (Rússia, 1985) trouxe a este concurso um projecto que lida directamente com a sua condição de emigrado. Tendo vivido seis anos da sua infância em Raduzhnyy – uma pequena cidade da Sibéria onde parte da sua família ainda permanece – a proposta de Nekh para este concurso é uma reflexão sobre o papel da imagem na construção da identidade do lugar (neste caso, de Raduzhnyy), mas também sobre o seu hipotético contributo para o resgate de uma relação familiar.

A proposta de Mariana Silva (Lisboa, 1983) assume-se como um prolongamento do seu trabalho em torno das questões da função documental da imagem e da sua relação com a memória colectiva. Partindo de um conjunto de filmes documentais que retratam parte da história recente de Portugal, Mariana Silva propõe-se desenvolver um modelo de Arquivo que oferece diferentes estratégias para o visionamento destas películas, e onde se procura desconstruir quer os habituais protocolos de experiência destes materiais, quer a noção de visualidade absoluta.

Fonte: bes.pt