Carlos Ribas Monteiro – Autor Olhares

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Carlos Ribas Monteiro, view S. Julião do Freixo, Portugal

“Agora que passei os 60 anos é que estou a desfrutar verdadeiramente da fotografia.
Foi para comemorar a minha entrada na categoria de sexagenário que decidi fazer uma viagem ao outro lado do mundo.
E escolhi a Índia, como destino.
Fiz um Google e apareceu-me um site duma agência de viagens a propor “Índia através das lentes com Joel Santos”, patient em datas coincidentes com as do meu aniversário. E foi uma janela nova que se abriu e que se tem vindo a desenrolar em várias outras viagens, sempre na companhia de Joel Santos, e de que resultaram amizades que ficam, duma partilha de momentos e interesses comuns – a seguir à Ìndia veio a China e a Indonésia, e é o resultado dessas viagens que tenho vindo a apresentar no meu espaço de Olhares. São imagens que têm muito de Joel Santos, unhealthy com quem aprendi muitíssimo e me diverti ainda mais, o que só confirma o acerto da minha escolha para quando dos meus 60 anos.
O meu interesse pela fotografia começou porém há 40 anos atrás e sempre me tem acompanhado ao longo da vida, umas vezes mais intensamente outras menos, por fases. Penso que o herdei do meu pai, que era um bom fotógrafo de família, e que me deixou pôr a mão na sua Contax, passando-me o virus. No início dos anos 70 comecei a revelar e ampliar, um grupo de amigos tinham os mesmo interesses, e comprei a minha primeira Canon, uma F1, que ainda conservo, com um conjunto de lentes, algumas ainda uso. como por exemplo a com que fotografei a imagem “Big Brother”. Nessa altura devorava tudo a que conseguia deitar mão sobre fotografia, quer em língua francesa quer em língua inglesa, o que me fazia jogador de bancada em excesso. Embora acredite que saber reproduzir bem os grandes mestres seja um bom caminha (porém não o único) para se chegar a um estilo próprio.
Depois de constituir família e me enrredar no trabalho fui-me cansando e entrei numa fase minimal: apenas fotografava com uma Minox e em slide e assim vivi muitos anos, uma espécie de snap&shot..
Até que um belo dia do início da década passada me deu para experimentar o grande formato.
Encomendei livros, investiguei, e num dia de outono convenci um amigo que pratica grande formato a irmos fazer uma sessão para a Serra do Gerês.
Estava um tempo belíssimo, foi um dia muito bem passado.
Regressamos a casa com duas fotografias feitas… que nem cheguei a ver.
O que me seduziu de facto foi que ele levava consigo uma máquina digital e um laptop, que usava para fazer uma prova, com resultados imediatos, do que se propunha fotografar no grande formato. O resultado foi que desisti do grande formato e comprei uma Casio, que equivalia na altura ao início da série G das pequeninas Canon, com outra roupagem. A máquina nunca mais teve parança, na minha mão e na da minha filha, que se fez muito melhor fotógrafa do que eu. Foi substituída por uma Canon equivalente, quando se lhe perdeu o botão do zoom.
E assim andei uns anos, até que da mão da minha filha comecei a ver saírem peças em vídeo e me decidi por uma 5D Mk II, um trambolho comparado com o que eu estava habituado. Mas ficou algum interesse pelo vídeo, que em mim compete implacavelmente com a fotografia, não sei onde parará cada um, que são tão diferentes, um muito mais imediatista, o outro muito mais profundo e completo mas extremamente exigente.
Acabam por vezes por se entrecruzar, como por exemplo neste que fiz sobre a viagem à China:

E é assim a vida … mais curta que comprida.”

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