Ciclo de conferências II – Fotografia no Feminino

Ciclo de conferências II - Fotografia no Feminino

No Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, durante o mês de novembro, as terças-feiras vão ser marcadas pela Fotografia no Feminino, mote do II Ciclo de Conferências.

Liliana Coutinho é a oradora da terceira destas quatros sessões.

Em cima da mesa de trabalho dá-se o encontro casual entre dois livros, publicados ambos neste ano de 2015. O primeiro, Ta vie dois changer [A tua vida deve mudar], é um ensaio do filósofo alemão Peter Sloterdjick, uma obra maior sobre esta injunção que não pode ser reclamada por ninguém a não ser por essa causa que se tornou a crise social e ambiental que vivemos na nossa época. Ao lado, o livro Ma vie va changer [A minha vida vai mudar], citação de uma conversa real ocorrida em 2012, entre alguém que saía do país por motivos relacionados com a crise económica em Portugal e os autores desta publicação, entre eles, a fotógrafa Patrícia Almeida (Lisboa, 1970). Um projeto editorial e, simultaneamente, um exercício de atenção, ocorrido ao longo de 3 anos de recolha de imagens privadas e públicas, recolhidas de jornais. É partindo desta relação orgânica e colaborativa entre a prática fotográfica e as questões que atravessam e agitam a nossa vida quotidiana, as quais se exprimem, simultaneamente, no terreno mais pequeno da nossa intimidade e como exigência do cosmos, que entraremos no universo plural dos ensaios fotográficos de Patrícia Almeida.


Liliana Coutinho (Lisboa, 1977) é Assistente de Programação no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Coordenou o Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto). Doutora em Estética e Ciências da Arte pela Univ. Paris 1, é investigadora do Institut A.C.T.E – Université Paris 1 /CNRS. Publicou “L’objet: ni un fétiche ni une preuve, mais un don pour la performance”, in Performance Vie d’Archive, Les presses du réel, 2014; “O Coro, outra vez”, in Anne Teresa de Keersmaeker em Lisboa, INCM, 2013;”On the utility of a universal’s fiction”, in Gimme Shelter: Global Discourses In Aesthetics. Amsterdam University Press, 2013; “Uma filosofia performativa: A dança como metáfora filosófica no texto de Alphonso Lingis, The first person singular”, in OLIVEIRA JR., A. W., A performance ensaiada: ensaios sobre performance contemporânea. Fortaleza: LICCA, 2012; Do que falamos quando falamos de Performance, Marte nº3, Lisboa, 2008; Ana Vieira. O que ocorre nos interstícios da figura?, Ed. Caminho, 2007; entre outros. Coordenou o projeto de formação em crítica de artes performativas Mais Crítica e, como investigadora e curadora, colaborou com o CAM – FCG (onde co-comissariou, com Rita Fabiana, a exposição “Túlia Saldanha”, 2014), Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Artistas Unidos, Atelier Re.Al. Proferiu conferências em Portugal e no estrangeiro e deu aulas de história da dança e teoria crítica no Forum Dança. Integra da Direção da A.I.C.A. – Associação Internacional de Críticos de Arte.