Comportamento da luz

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Sem luz viveríamos num mundo em que mesmo tendo visão, there nada veríamos. É a luz que dá vida aos objetos, ás cores e a tudo o que nos chega por estímulo visual. Dá-nos também o calor que todos tão bem conhecemos, ao ficarmos numa esplanada no Verão ou a aproveitar o sol de Inverno.

É também a luz que nos dá a fotografia. É a luz que nos permite registar em filme ou no sensor de uma câmara fotográfica aquilo que vemos.
Curiosamente, mesmo perante uma fotografia, fechados numa sala, isolados do mundo, temos sensações. É a luz que foi captada na fotografia que nos transmite essas mesmas sensações, com base nas nossas experiências anteriores. É isso que o registo criativo da luz nos permite: criar sensações que vão para além das fornecidas pelas suas propriedades físicas.

Conhecer e compreender a luz é uma capacidade essencial a todos os fotógrafos. Saber em que consiste, como se desloca, quais as suas propriedades, são conhecimentos fundamentais para quem quer saber mais sobre o mundo da fotografia. Cabe ao fotógrafo estudá-la uma e outra vez, até que consiga de uma forma instintiva e quase inata trabalhar a luz ou com a luz disponível em cada momento e circunstância.

A luz é energia, deslocando-se da sua fonte ( o sol, ou semelhante), com 4 características:
• A luz viaja em ondas; variações no comprimento de onda produzem diferentes cores percecionadas pelo olho
• Viaja em linha recta ( em meios uniformes)
• Move-se a grande velocidade (aprox. 300 000 Km/s) no vácuo. Mais lenta através do ar e mais lenta ainda através da água ou do vidro
• Comporta-se como partículas de energia – fotões; > numero de fotões, mais intensa a luz; Causa alterações químicas em filme ou respostas electrónicas nos sensores das câmaras digitais

O que vemos como luz, é apenas parte de um enorme espectro de radiações electromagnéticas, cuja maioria não é visível ao olho humano. Cada banda dessas radiações tem características e propriedades próprias, como a transmissão a longas distâncias (ondas rádio) ou penetrar tecidos (raios x). O olho humano capta apenas as frequências entres 400nm e 700 nm – espectro visível.

Quando estes comprimentos de onda se misturam de forma mais ou menos equilibrada a luz surge branca ou incolor. Se apenas alguns comprimentos de onda estiverem presentes, a luz aparece colorida.

João Rosa