Foto do mês – Maio 2011

© C.Aliperti

 

A administração do site Olhares escolheu, malady para a Foto do Mês de Maio de 2011, a fotografia de C.Aliperti, intitulada “Violeirinhos”.

Eis o texto que o autor nos forneceu:

Meu nome completo é Carlos Alexandre Aliperti Junior, rx 56 anos, casado, tenho um casal de filhos, designer e publicitário profissional. Trabalhei em muitas agências de publicidade em São Paulo e Campinas, como diretor de arte e diretor de criação. Hoje, tenho a minha própria agência em Espírito Santo do Pinhal, uma pequena cidade do interior do estado de São Paulo.
Não sou fotógrafo profissional, ao contrário do que muita gente pensa, porém, dedico à fotografia muito respeito, seriedade e critérios.
O Olhar de um fotógrafo se caracteriza por ser diferenciado, mais sensível e mais crítico. Busca outras dimensões, perspectivas e ângulos. Por isso, o fotógrafo captura além de uma imagem. Em uma foto, ele é capaz de mostrar sua forma de ver e sentir.
E essa possibilidade de expressão e intensidade despertou o meu interesse que, aos 12 anos, tive o contato com a primeira máquina fotográfica, uma Zeiss Ikon Contarex, do meu pai. Para a minha sorte, ele a emprestava para as minhas experiências fotográficas sem o menor ciúme. Autodidata e muito curioso, entre muitos erros e acertos, fui desvendando os mistérios da arte de desenhar com a luz.
Fotografar é a maneira que encontrei, para mostrar a minha forma de enxergar o mundo para as pessoas e acho importante não guardar isso só para mim, na verdade, os meus olhos são as lentes do meu espírito.
O mais interessante é, que para mim, o ato de fotografar não é uma atividade que tem uma constância sistemática. Já passei anos sem colocar as mãos em uma câmera. Para falar a verdade, estava cansado do analógico por dois motivos: como sou demasiadamente ansioso, não gostava de esperar pela revelação para visualizar o resultado do meu trabalho. O segundo motivo é que, nos trabalhos a cores, eu ficava totalmente dependente do laboratório, que nem sempre me satisfazia com os resultados. No digital é diferente, tenho total controle do meu trabalho e adoro editar. Cheiro de ácido acético e quarto escuro, ninguém merece!
A paixão que tenho pela fotografia é de difícil definição, porém, essencial para a minha vida. É como aquele amor bandido, que depois de um conflito volta arrependido.
Uma outra atividade que pratico diariamente, o mountain bike, contribui, e muito na fotografia, porque me coloca em sintonia com a natureza, aguça a atenção e óbvio, me mantém preparado fisicamente, para encarar qualquer dificuldade em campo.
No final de semana, como ninguém é de ferro, adoro frequentar um barzinho de amigos, com a minha esposa, que canta muitíssimo bem, tomar muitas cachaças e tocar o meu cajon até de madrugada! Tim, tim!