Fotografia entre o design gráfico e o design de interface?

A fotografia ocupa um importante espaço em diversas áreas criativas, e o Design é onde ela sempre foi mais visível, e é parte dos planos curriculares dos cursos de Design Industrial, Design de Moda, Design de Produto e Design Gráfico. Porém, as áreas criativas começaram a ser incorporadas à tecnologia com o avanço desta, e vimos a necessidade inédita da linguagem visual adaptar-se a novas demandas, especialmente às media digitais. Nasceu assim uma nova dinâmica e com ela o Design de Interface, uma área entre o universo tecnológico e criativo em que o profissional mais apto é o designer gráfico, porém que ainda se está a adaptar.

 

Começo, ponte e recomeço

A fotografia no design serve como ferramenta de apoio, mas para profissionais de design gráfico ela tem um objetivo maior, aplicada tanto na criação quanto na resolução de projetos. A arte transita na possibilidade de despertar emoções, tanto a transmitir mensagens quanto no desenvolvimento de esboços gráficos, e para ambos designers dependem muito de ferramentas de edição fotográfica.

 

 

Com o crescimento e quase hegemonia do mundo digital, houve uma lacuna a ser preenchida por um profissional que conseguisse prosseguir entre a lógica de desenvolvimento de softwares e a comunicação digital, áreas diferentes e que até então dificilmente se cruzariam. É nesse cenário que o designer gráfico passou a ser a melhor opção para o Design de Interface, porém ainda que seja verdade que esse profissional se esteja a transformar, não são todos os que se encontram capacitados a trabalhar nesta nova área. Isso porque além da adaptação a uma dinâmica totalmente diferente, eles precisam de dominar técnicas criativas, onde a Fotografia entra como ponte.

 

O olhar fotográfico no Design de Interface

 

O Design de Interface preocupa-se em entregar ao receptor experiências de design agradável, intuitivo e coeso. A melhor forma de avaliar a sua qualidade é quando o utilizador/consumidor o percebe. Por exemplo, plataformas como a Netflix permitem que os utilizadores naveguem facilmente, fazendo sugestões de acordo com preferências colocadas estrategicamente em lugares de fácil acesso. Mas assim como numa foto, o designer de interface precisa ter uma figura completa de posicionamento de cada experiência, não se tratando apenas de a tornar disponível, mas também de onde a colocar, pois nada mais desmotivante do que interfaces nas quais temos que procurar a informação.

O mesmo acontece com aplicativos. Um sub-ramo visível é o de compras online. A Amazon, que é uma das maiores empresas em e-commerce, com certeza não estaria onde está sem um bom projeto de Design de Interface. A harmonia desse tipo de portal é mais complexa, pois precisa garantir que o utilizador mantenha boa comunicação visual, localize o que deseja e adicione itens ao carrinho de compras sem precisar ir e voltar. Novamente, assim como numa imagem, todos os elementos precisam de estar em harmonia, independentemente de quantas vezes as páginas mudem.

Por fim, com maior sensibilidade ao apelo visual estão os jogos electrónicos ou online, cada vez mais detalhistas e de público exigente, e por isso abrindo espaço para plataformas de revisão como o Games Radar+, com foco de análise de jogos. A fotografia na concepção da imagem é um ponto relevante, e mesmo outros portais, como Metacritic, que não fazem uma avaliação completa, dão notas. Os parâmetros de qualidade estendem-se até ao mercado de jogos de aposta, em que plataformas especializadas como a casinos.pt detalham a variedade e recomendam jogos de casino online como o keno, banca francesa e roleta de acordo com sua reputação, que se estende até ao lado técnico-experimental, como por exemplo FAQs sobre a otimização dos mesmos em aparelhos móveis.

Mas é claro que a fotografia não está sozinha nesse desafio; do lado criativo juntam-se também criadores de conteúdo, marketers e publicitários, e é por necessitar de várias capacidades que o Design de Interface está subdividido em UI, focado na experiência emocional do utilizador, e UX, focado nos softwares. Mas mesmo com ambas funções delineadas, o profissional que vier com a bagagem de design gráfico e que quiser adicionar conhecimento sobre códigos terá um diferencial entre soluções e diálogo.

 

 

Por fim, o olhar da fotografia recai sobre a fotografia em si e como ela interage com conteúdo e marketing, devendo contrastar bem (textos legíveis na fotografia), transmitir emoção (pessoas a rir vs pessoas sérias), ser relevante e consistente ao contexto. Ou seja, da fotografia ao design e além, o design de interface é um prato cheio para quem quiser explorar os novos horizontes multitarefas.