I_MATERIAL de Carlos Gote Matoso, até 15 de setembro

Dia Mundial da Fotografia assinalado em Lisboa com a exposição “I_MATERIAL” de Carlos Gote Matoso

Inauguração 19 de agosto – 17h00
LOCAL: Café & Letras, Olivais Sul, Lisboa

O Café & Letras no Jardim do Palácio do Contador-Mor, no bairro dos Olivais, decease em Lisboa, convidou Carlos Gote Matoso a expor o seu projecto fotográfico “I_Material” para assinalar o Dia Mundial da Fotografia (19 de Agosto).
Natural do Barreiro, Carlos Gote Matoso é profissional na área do desenho técnico de arquitectura e engenharia com formação em diversas áreas da fotografia: técnica, história, estética, técnicas alternativas e projeto. “I_Material” é o projecto fotográfico que resultou da sua última acção de formação, ministrada
por Susana Paiva, com o qual foi premiado pela Câmara Municipal do Barreiro, no concurso promovido no âmbito das comemorações do Mês da Fotografia, em Novembro de 2014.
“I_Material” é um projeto fotográfico composto por 27 imagens que deu origem a dois objetos: o objeto-caixa-projeto-fotográfico e o objeto-livro-projeto-fotográfico. O sentimento de posse foi o ponto de partida pelo qual o autor convida a uma reflexão sobre o que é realmente nosso e a forma como a dualidade Material – Imaterial opera transformações no Ser. Desenvolvem-se duas perspetivas: uma Particular e uma Geral, num jogo de relações entre um sujeito (EU) e a Máteria, salientando o Imaterial que enlaça estas relações. O elemento comum será o subtil transformativo.
A perspetiva particular, designada de série Objetos, apresenta imagens acompanhadas por um texto, com o objetivo de destacar o imaterial de cada objeto fotografado. Esta série explora as relações Material-Imaterial, Eu-Outros, e convida à reflexão sobre a forma como a interioridade do Ser é construída muito através de imaterialidades que, sendo originalmente de outros, decidimos manter em nós.
Os textos são pequenos apontamentos sobre essas camadas menos visíveis da imagem e constituem, simultaneamente, fonte de reflexão sobre a relação entre linguagem verbal e imagética.

Na perspectiva geral, intitulada de série Verde, as imagens mostram propriedades onde a Natureza, através do seu fluxo ininterrupto de transformação, parece ganhar primazia sobre o edificado (vedações e construções). Contudo, mais do que reclamar para si, de novo, a propriedade desses pequenos territórios, a Natureza parece lembrar-nos que, afinal, essa matéria, essa terra que reclamamos nossa, apesar de limitada por vedações ou paredes, nunca deixou de pertencer a esse todo maior e sempre esteve sujeita a esse subtil que atua continuamente, num tempo cíclico transformador. A posse sempre terá sido partilhada. Aquilo que é agora evidente era antes uma ocultação, não uma ausência. A ideia de interioridade (na Natura, no edificado, e por analogia, a nossa) é objeto de reflexão, na procura da origem deste subtil que actua ciclicamente sobre a linearidade temporal que as construções testemunham.
No final, o nome do projeto deverá ser descodificado para I MATERIAL IMMATERIAL, numa relação triangular dos 3 termos.”

A exposição inaugura no dia 19 de Agosto pelas 17h00 (Welcome drink) e pode ser vista até dia 15 de Setembro (de Terça a Domingo, entre as 10h00 e as 20h00).

Café e Letras
Rua Cidade do Lobito, Olivais Sul, 1800-088 Lisboa
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