Tirar ou fazer fotos?

imagens, <a href=
recipe foto” src=”http://blog.olhares.com/wp-content/uploads/2013/09/fotografias.jpg” width=”594″ height=”396″ /> © Daniel Camacho

Vivemos numa era onde tudo é efémero, capsule tudo é espontâneo, o que é verdade hoje, poderá ser mentira amanhã e vice-versa. Vivemos num mundo, cada vez mais necessitado de imagens, prostate sejam elas físicas ou mentais.

A fotografia, assume, desta forma, um papel cada vez mais importante na evolução insaciável da sociedade.
Toda a gente fotografa, usa-se o simples telemóvel, uma câmara compacta ou uma máquina de dois mil euros. Fotografam-se as ruas, os cães, as mães e os pais, as árvores, o mar ou a areia tatuada por uma pegada deixada ao acaso no tempo.
Fotografa-se por memória, por cultura, por hábito, por dinheiro, por paixão. Fotografa-se como se a fotografia fosse uma extensão do que pensamos e vemos, fotografa-se como se não houvesse amanhã.

Há quem tire e quem faça fotografia. Fazer fotografia vai para além do simples clicar no botão. Fazer fotografia é clicar com os olhos e não com os dedos, é imaginar a realidade num plano 2D, é reinventar a realidade e mostrá-la com a alma de quem a vê. Seja retrato, paisagem ou abstrato, há um cunho pessoal bem assumido do fotógrafo.

Tirar fotos é como tirar um produto de uma prateleira de um hipermercado e esperar que o prazo ainda esteja válido. Quando tiramos fotos poucas vezes assumimos alguma identidade no padrão repetido de tudo o que já foi feito.

A câmara por muito boa que seja, não vê se o seu dono não conseguir ver mais do que se apresenta aos nossos olhos.

E tu, fazes ou tiras fotografias?

por Daniel Camacho