3 exposições simultâneas no FOTOVC 2021

Pela primeira vez o FOTO VC – Ciclo de exposições de fotografia em Vila do Conde – apresenta três exposições simultâneas no decurso do mês de Maio

 

01

“CENTELHAS” de Isabel Silva

Alfândega Régia de Vila do Conde

CONVERSA COM A FOTÓGRAFA: Sábado, 08 de Maio pelas 10:30 horas

Gostava de exprimir por palavras aquele silêncio interior que existe em cada um de nós, independentemente da cor, raça ou credo. Aquele silêncio que se esconde dentro de cada olhar. Aquele espaço interior onde reina a paz entre o vazio e a plenitude. Aquela centelha que se chama Vida, só tua, tão individual, tão única… CENTELHAS sem telhas foram os “olhares” destas crianças que me permitiram chegar ao mais recôndito das suas Almas e ler o mais profundo dos seus seres. CENTELHAS de vida à espera de um sopro que reacenda o lume das possibilidades, da esperança, do renascer, numa Índia (em 2015) dos SEM TELHAS que tantas das vezes os impedem de almejar uma vida melhor. (Isabel Silva)

02

“IRÃO AS FACES DE UM PAÍS MAL AMADO” de Carlos Lopes Franco e Luís Câmara

Teatro Municipal de Vila do Conde

CONVERSA COM OS FOTÓGRAFOS: Sábado, 29 de Maio pelas 11:00 horas

“Poucos são no mundo contemporâneo os países que despertam sentimentos tão contraditórios como o Irão, tão mal-amado por quem tão mal o conhece. Uma tendente visão Ocidental foca-se numa face mais negra, e até quase sinistra, atribuída ao fundamentalismo religioso reconhecido de imediato, no quotidiano local, pela imposição à população feminina do uso do “hejab” e do “chaddor” potenciando inevitavelmente o Imaginário estético de quem cultiva um olhar a “preto e branco”. Por outro lado, a atenção de qualquer Viajante será atraída pelo fantástico colorido dos seus mercados e dos azulejos centenários que cobrem o seu fabuloso património histórico e pelo calor, simpatia e hospitalidade genuínas do seu Povo, que vivendo tempos difíceis, contradiz de forma categórica uma visão preconcebida de um Povo supostamente hostil, fechado na sua rígida carapaça religiosa e desconfiado de quem se mova fora dela. Os sinais destas contradições acentuam-se particularmente nas grandes cidades onde as novas gerações importam via “smartphone” os efeitos da globalização em prol de uma desejada modernidade imbuída de valores próximos das sociedades ocidentais que lhe são tão antagónicas. Embora restringidos publicamente, não deixam de se transformar cada vez mais em actos crescentes de desafio ao regime dos “Ayatollahs”. O Fascínio do Irão, esse é indesmentível: quer geograficamente, do Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, quer demograficamente, da maioria orgulhosamente Persa à minoria Árabe; quer historicamente, ou não tivesse sido durante vários séculos o epicentro de grandes Impérios e o ponto crucial de passagem de rotas comerciais milenares entre o Oriente e o Ocidente. Por tudo isto viajar pelo Irão é sinónimo de uma Experiência verdadeiramente fascinante, única e de riqueza ímpar sobretudo pela descoberta das suas diversas faces tão contrastantes como fotograficamente o preto e branco o é da cor.” (Luís Câmara)

 

 

03

 

 

“TÁS CO’OLHO” de Milton Ostetto, Orlando Azevedo e Tadeu Vilani (Brasil)

Auditório Municipal de Vila do Conde

“A imigração açoriana para o Brasil estava ligada ao projeto colonial português de efetivar a posse das terras no novo mundo. Os primeiros casais açorianos instalaram-se no Brasil em 1617, ocupando terras sobretudo em Porto Alegre (cidade que já foi chamada de Porto dos Casais, em alusão aos casais açorianos que ali desembarcaram), em Santa Catarina com destaque para Florianópolis (Ilha de Nossa Senhora do Desterro) e Laguna (Santo António dos Anjos de Laguna) e no Paraná – Paranaguá (Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá). Os fotógrafos Orlando Azevedo, açoriano natural da Ilha Terceira; Tadeu Vilani, gaúcho, natural de Santo Ângelo; Milton Ostetto, catarinense natural da Nova Veneza (morador do Campeche há mais de 30 anos – quase um mané) e o professor Hugo Adriano Daniel natural de Florianópolis, nascido e criado no Campeche vêm registando a história e a cultura desse povo que aqui chegou à mais de dois séculos e a sua influência na vida cotidiana dos habitantes dessas paragens do sul do Brasil. Esse trabalho visa registar através da magia da fotografia a preto e branco, as tradições e histórias que resistem à passagem do tempo num mundo virtual, totalmente conetado.”

Os diversos espaços expositivos – Alfândega Régia, Auditório Municipal e Teatro Municipal de Vila do Conde – garantem o controle de todas as condições de segurança visando uma visita tranquila às diferentes exposições.