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O que é o Imagen (e porque é que precisamos dele)




Lembram-se de quando editávamos as fotografias uma a uma? Depois começámos a editar em batch e depois vieram os presets… e depois chegou a inteligência artificial. Imaginem editar mais fotografias, mais rápido, e de forma muito mais dinâmica.

Imaginem fadas invisíveis da tecnologia que aprenderam exactamente como costumam editar as vossas fotos e o fazem automaticamente numa fração do tempo que normalmente levariam – ótimo, não é? Eu sei, “uma fração do tempo” parece vago. E se eu disser que cada fotografia leva menos de meio segundo a ser processada?

Agora fechem os olhos (figurativamente) e imaginem não terem de fazer um ajuste de exposição, balanço de brancos, contraste, sombras, clareza, saturação, entre muitas outras coisas, cada vez que mudam de imagem. E pensem em todas as coisas mais divertidas que podiam estar a fazer com esse tempo, desde passar tempo com os amigos num café ao final da tarde a relaxar no sofá enquanto veem o último episódio da vossa série favorita… – é aqui que o Imagen entra.

O Imagen é um software de inteligência artificial que vai aprender a forma de trabalhar de cada um e réplica-la, “para que os fotógrafos tenham tempo de se focar naquilo que amam”. Há premissa melhor do que esta?

Para os que não aguentam mais a expectativa e querem saltar para o site e explorar, basta seguir este link e recebem 1500 fotografias editadas gratuitas para experimentar. Se querem saber mais, neste artigo vou explicar-vos tudo o que devem saber.

NOTA: O Imagen está actualmente a desenvolver também uma ferramenta de culling por inteligência artificial para fotógrafos por isso em vez de utilizarem diferentes softwares para seleccionar e editar fotografias, em breve poderão fazer tudo numa só! Imaginem! Eu pessoalmente o que gosto menos é de seleccionar fotografias por isso isto vai salvar-me a vida (ainda mais do que o Imagen já fazia)! Juntem-se à Imagen Community no Facebook para estarem a par de todas as novidades!


I.A. é o que está na moda

Em termos técnicos, o Imagen tem como base Inteligência Artificial (I.A.), que é uma simulação de inteligência humana por – neste caso – sistemas informáticos. Mas, na verdade: tanto me faz. Só me interessa saber como me ajuda. Interessa-me porque é que devo investir o meu tempo e dinheiro nele – e aposto que a vocês também.

“Editar leva muito tempo. É provavelmente a tarefa que leva mais tempo de todas as que tens como fotógrafo mas tu queres manter o teu estilo de edição pessoal… e isso é algo difícil de automatizar. Por isso pensámos que podíamos quebrar este impasse e fazer as coisas tanto pessoais quanto automatizadas.” Yotam Gil, Co-fundador do Imagen.

Os co-fundadores do Imagen Yoav Chai, Ron Oren e Yotam Gil, chamam-lhe um software de edição em massa movido a inteligência artificial, isto é, “um assistente de Lightroom inovador e personalizado”, desenhado para diminuir drásticamente a carga de trabalho dos fotógrafos e editores de imagem, poupando-lhes tempo.

E quantas vezes é que encontramos um software que faz realmente aquilo que promete? Dá vontade de dizer “ok, leva o meu dinheiro já!”, sendo que o melhor de tudo é que o Imagen tem um trial gratuito portanto nem sequer precisam de inserir os dados para começar a ver a magia acontecer!


Como usar o Imagen

Há duas opções que nos são apresentadas quando queremos começar a utilizar o Imagen, dois workflows totalmente distintos:


1) ou usamos os TALENT AI PROFILES (perfis tornados públicos por fotógrafos daqueles absolutamente incríveis)

2) ou criamos o nosso próprio perfil e edição aka PERSONAL AI PROFILE (ideal para quem já encontrou um tipo de edição “seu” e não o quer mudar)

Vamos então por partes: se uma pessoa quer experimentar o software e não tem um catálogo de 3000 fotos ou um estilo de edição fixo que ama e procura aquela “imagem” ideal, o que deve e pode fazer é experimentar um (ou vários) perfis de edição daqueles fotógrafos de que todos somos fãs. Isto também funciona para aqueles que já têm o seu estilo de edição mas querem experimentar algo novo – porque não?

Em alternativa, se já sabem como querem editar, têm um estilo consistente e uma colecção de catálogos Lightroom que podem ir buscar (com um mínimo de 3000 fotografias editadas no vosso estilo) é só criar o seu próprio perfil e começar a optimizar o seu tempo!

“No início tínhamos de obter centenas sobre centenas de fotografias de cada fotógrafo para que a inteligência artificial entendesse o estilo de edição de cada um. Com o tempo esse número diminuiu e agora apenas necessitamos de 3000 fotos em diferentes condições de luz e cenários (com o mesmo estilo de edição) para que o IA consiga perceber como é que cada fotógrafo edita e conseguir replicar o seu estilo de edição.” – Yotam Gil, Co-fundador do Imagen


Quanto tempo demora a criar um perfil?

Estamos em época alta de edições – o ano está a acabar, os eventos a diminuir, muito trabalho por entregar e toda a gente com vontade de ver tudo porque é o que acontece sempre antes do final do ano, como se não houvesse mais nada depois do 31 de Dezembro. Tudo bem, entendemos a ansiedade. Os fotógrafos estão, no entanto, com pouca vontade de experimentar coisas novas que os façam perder tempo, em vez de ajudar, e pensam: ok, experimento isto no início do ano que vem. Errado!

Para aqueles que já têm um bom banco de fotografias editadas, criar o perfil é algo que vos vai demorar, a vocês, meia hora no máximo: é o tempo de instalar o software, escrever o nome do perfil, procurar os catálogos e fazer o upload – e já estou a tabelar por cima. O perfil fica a ser criado em background enquanto vocês continuam o trabalho e quando está pronto recebem um email para começarem a utilizá-lo. Isto pode demorar de um par de horas a um dia, mas não vos vai fazer perder tempo nenhum porque podem ir trabalhando na mesma.



E depois? Depois é só escolher o catálogo que querem editar, o vosso perfil de edição, e enviar. Enquanto escrevia este parágrafo enviei 700 fotografias do catálogo em mãos, até acabar de escrever o próximo já estarão as 1350 deste casamento enviadas. Daqui a uns 5 parágrafos já tenho o e-mail a dizer que estão prontas. Sim, é verdade! Cada fotografia, depois de enviada, demora menos de 1 segundo a ser editada portanto conseguem imaginar o quão rápido eu escrevo – surpreendente, eu sei!

E para quem não quer criar um perfil é só saltar a primeira parte e seguir directamente para a edição com o perfil do fotógrafo que escolher.


E se não ficar exactamente como eu edito?

Tudo é falível. Por vezes não nos apercebemos e temos uma edição inconstante – basta que passem as horas do dia e a luz seja diferente no espaço em que estamos a editar, que os nossos olhos já a estão a ver de forma diferente. A verdade é que bastam 3000 fotografias para criar um perfil mas quantas mais fotografias enviarmos mais exacto o nosso perfil será. Portanto se as tiverem, não hesitem em enviar 10 ou 15 mil fotografias, sem medos.

E se no final do perfil feito ainda acharem que tem de fazer muitos ajustes às imagens saibam que podem sempre ir ensinando o software sobre as mudanças que querem, através da opção de upload do trabalho final, que no fundo não é mais do que dizer ao Imagen “olha, não era bem assim, para a próxima é assim que eu quero”!

E ainda podemos ter vários perfis diferentes, para diferentes ocasiões, como um para cores e outro para preto e branco, ou um para casamentos, outro para famílias, outro para fotografias corporativas… aquilo que fizer mais sentido para cada um.


Só funciona com Lightroom?

Sim, actualmente o Imagen apenas é compatível com o Lightroom mas consta que a integração com Capture One não deve tardar!


Mas em que é que isto é diferente de um preset?

A diferença entre presets e os perfis do Imagen reside no facto de os presets aplicaremum set de ajustes a cada fotografia, independentemente da exposição, cor ou estilo da fotografia, enquanto o Imagem vai editar cada fotografia individualmente e de forma dinâmica, ou seja, adaptando os ajustes para um resultado consistente.

Vamos comparar os presets a uma pizza congelada de colocar no micro-ondas e pensarque o Imagen é uma pizza caseira, feita a forno de lenha. Ambas são pizza, mas a diferença fala por si.

Bolas, esta conversa deixou-me com fome e o Imagen está quase a entregar-me
as minhas imagens editadas por isso vou ser breve a esclarecer uma questão:

Quando se começa a usar o Imagen é pouco provável que as fotos venham editadas 100% perfeitas. Possível? Sim. Realista? Não! Mas garantidamente vai surpreender com os resultados.

“Após finalizares as tuas imagens no Lightroom basta enviar as imagens de volta ao Imagen e o perfil vai continuar a aprender o teu estilo, tornando-se cada vez mais preciso e reflectindo melhor a tua edição.” – Yotam Gil, Co-fundador do Imagen

No meu caso, o Imagen faz 90% da minha edição, tal como promete, e deixa as minhas fotografias quase prontas de forma a que eu, manualmente, só tenha de me focar na parte divertida e criativa, que me permite adicionar o meu toque pessoal através de máscaras, preto e branco e ajustes locais.

E o resto do tempo? Posso usá-lo para coisas melhores quer seja a nível pessoal quer mesmo a nível profissional, que ser fotógrafo por conta própria não é pera doce!

E la estou eu a falar de comida outra vez… enfim! A verdade é que não há nada como experimentar para perceber. Se valorizam o vosso tempo, experimentem o Imagen já hoje!

Sigam este link e tenham direito a 1500 fotografias gratuitas para experimentar.


Texto de Ana Pastoria

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